Por que Tomb Raider precisa de um novo Reboot?


Tomb Raider é uma franquia que surgiu em 1996, desde então temos Lara Croft até os dias atuais. O último título foi Shadow of the Tomb Raider lançado em 2018, sendo que houve relançamento em 2019, intitulado de Shadow of the Tomb Raider Definitive Edition. Quero deixar claro que as opiniões expressas nesta matéria é de cunho meramente opinatório da escritora. 

O marco inicial de lançamentos de trilogias foi com Tomb Raider Legend, Anniversary e Underworld. Com o Reboot, não foi diferente, de forma posterior, lançou-se Rise of the Tomb Raider e Shadow of the Tomb Raider, com isso, concluímos que SOTTR é o último título da Saga Lara Croft vs Trindade (Trinity), porém, o que se esperar para o futuro? São essas questões que serão respondidas com base no que vimos em todos os Tomb Raider, desde 1996 até o presente. 
Muitas novidades surgiram com o Reboot, como o sistema de experiência que evolui conforme a exploração e evolução do jogador(a), o sistema de escalada através de machado, Tomb Raider Reboot foi um sucesso, assim vendo o sucesso do Reboot, Rise of the Tomb Raider foi lançado usando as sistemáticas antigas com certo aprimoramento, além do uso do que foi bom, também houve significativa evolução gráfica e ampliação do mundo de Tomb Raider, introduzindo-se novos personagens e sistema amplo de pilhagem de artefatos. Observou-se que a fórmula deu certo, então houve repetição do mesmo sistema em Shadow of the Tomb Raider explorando-se a DLC e trazendo conteúdo nostalgia para os fãs de longa data. Na minha opinião o que mais me irrita na série é esse foco excessivo em confronto de inimigos, podemos dizer que Tomb Raider atualmente está mais para a shooter (jogo de tiro) em terceira pessoa do que um Adventure (aventura), e isso é triste de se dizer, deve haver um equilíbrio entre exploração e combate, o Shadow of the Tomb Raider até tentou fazer isso, mas ainda existem algumas falhas que devem ser estudadas.  


Shadow of the Tomb Raider e Rise of the Tomb Raider detém a mesma linha de pensamento, Lara Croft encontra uma civilização escondida em uma cidade perdida no tempo, onde se descobre um artefato que é possível utilizá-lo com cogitações egoísticas, onde existe um povo primitivo que protege a região onde estar esse artefato, Lara deve impedir a trindade de tomar posse desse artefato e salvar o mundo. É engraçado quando analisamos friamente essa linha, vemos que estes elementos repetidos estão cansativos, existem tantas histórias para serem exploradas, existem tantos lugares para Lara Croft visitar. O Reboot trouxe isso de volta, usou uma fórmula interessante, sem bater diversas vezes na mesma tecla, porém, esses elementos dos títulos posteriores deixaram um pouco a desejar. Em Shadow of the Tomb Raider os desenvolvedores atentaram-se tanto a explorar e recriar uma civilização com seus costumes e cultura, que esqueceram da Lara Croft, se não tivesse o título Tomb Raider, não saberíamos que é Tomb Raider. Entretanto, não digo que este jogo seja ruim, é um excelente jogo, é incrível encontrar Paititi, sua civilização ou a caixa prateada. 


Ainda bem que ainda temos o Tomb Raider Level Editor (TRLE) para trazermos histórias do passado e reviver novas histórias com os elementos clássicos de Tomb Raider.
Entretanto, o que nós queremos de um novo Tomb Raider? 
Atualmente muitas franquias antigas, como Resident Evil (Biohazard - JP) e Final Fantasy estão seguindo uma linha inversa, ao invés de lançar sequências, estão fazendo Remakes, reescrevendo as histórias antigas com novos gráficos, incrementando os sistemas dos seus jogos. 
Nota-se que a sistemática atual de Tomb Raider já não está mais contentando os fãs, está saturado, necessita-se de uma repaginação urgente, o jogo está cansativo e tirando elementos nostalgia que esperamos, não adianta ter excelentes gráficos e milhões de artefatos coletáveis, muito embora, o jogo seja encantador aos olhos, a essência está se perdendo. 


Lara não tem mais suas tranças, não tem suas pistolas duplas, não existe mais os puzzles que deixava nossos cabelos em pé, creio que um Remake de algum clássico viria em uma excelente hora, para trazer de volta o que perdemos, mas afinal, o que perdemos?
Aprendemos com a Core Design, a amar Lara Croft quadrada, e é isso que queremos de volta (mas não literalmente uma Lara quadrada), até mesmo, Angel of Darkness com suas falhas, conquistou muitos fãs com sua trama envolvente. Tomb Raider já recebeu um remake, o Tomb Raider Anniversary, esse remake trouxe o que estávamos com saudades, parece clichê dizer, mas sinto falta do Egito, da dificuldade de Tomb Raider, deixamos a essência de Tomb Raider se perder nas novas tecnologias e na concorrência, por quê se preocupar com elementos de Uncharted, não precisamos disso, há necessidade de se ir além, buscar novos ares, todavia, sem deixar o que temos de bom em Tomb Raider, que é sua marca registrada, suas preciosas pistolas duplas ou as cavernas do Tibet.
Claro que o assunto em questão, não é só trazer de volta as pistolas clássicas de Lara, porque não é só disso que se vive, é trazer o que foi perdido, a aventura, o espírito de está enfrentando o desconhecido atrás de um artefato precioso, como a Adaga de Xian ou o Scion, é a saudade de se visitar a Muralha da China ou as geleiras da antártica, é a exploração de tumba que há sentido e não somente colocada lá ao léu. 


No final, nem tudo está perdido, esse marco temporal do final de uma trilogia serve para os estúdios atuais buscarem o passado, reviver as aventuras de Lara Croft. 
Final Fantasy 7 Remake e Resident Evil 2 Remake é a prova viva de como funciona e vende, contentar os fãs é reviver o sucesso do passado, é a vibração de termos uma Lara Croft nova com sua essência de volta.

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